quarta-feira, 27 de julho de 2011

Rezando a partir do Curso Autenticidade da Espiritualidade Cristã

O Pe. Carlos Rafael Cabarrús deixou-nos várias pistas para exercitar o processo de ação →reflexão → ação renovada, fundamentando-nos na oração. A seguir, apresentamos uma proposta.

1.    Descobrir o poço de “água viva” que está dentro do meu coração. O manancial é que permite conhecer quem eu sou, me dá força e me faz viver. Que caminho(s) utilizo para encontrar e experienciar este manancial? (Jo 7, 37-39; Jo 4, 5 – 15)

2.    Cada um de nós é único. O corpo é uma estrutura, a célula é outro tipo de estrutura, todas as coisas têm uma estrutura e nada é isolado, tudo depende do outro, toda a estrutura exige conexão: (1Cor 12, 12-31; Rm 12,4-8; 1 Cor 10,17)

3.    Para estar sadio, é preciso tratar os três (3) grandes venenos que temos no coração: a raiva, a dor e a culpa doentia.  A voz do manancial é a Consciência formada por valores, pois eu tenho a capacidade de fazer o bem ou fazer o mal.  (Mc 4, 1-20meu coração precisa ser bom: Jo 5, 1-11 -  Jesus chama: At 3,11; 1 Cor 10,4)

4.    Tudo é reflexo da intensidade de nossas atitudes, dos nossos objetivos e do modo como nos relacionamos com as coisas, o meio ambiente, com Deus e com o próximo. (Rm 12, 14-21; Somos frutos das nossas escolhas: Mc 4, 1-20; Jesus caminha conosco e nos ensina: Lc 24, 13-35)

5.    O que é valor? Não é qualquer coisa que gosto que tem valor. A necessidade de amar e ser amado, a experiencia amorosa é uma grande escola de valores. Por quê? Por causa da fidelidade, da dignidade da pessoa e da natureza, da tolerância, da justiça, da solidariedade. Algo só é valor se eu estou disponível a arriscar ou se eu estou disponível a renunciar algo pela CAUSA de Jesus.  (1 Cor 13, 1-9 Hino à caridade; Mc 8,1-10 – Solidariedade)

6.    Que coisas são possíveis obter através do nosso trabalho em grupo e que nos ajudam na construção do Reino? (Lc 4, 38-44: a Causa de Jesus, um grande Projeto; Mt 9, 18-26: devo estar preparado(a) para a Missão; Mc 2, 13-17: Jesus chama: Segue-me!

7.    Para viver a Espiritualidade Cristã é preciso voltar às fontes: os discípulos, os apóstolos, começaram com pequenos grupos, seguindo Jesus. Nos dias atuais, este modo de agir recebe a denominação de REDES SOCIAIS. Em que rede social eu estou inserido/a? Refletir sobre a capacidade que tenho e as qualidades que preciso desenvolver para ser um bom líder. (Lc 1, 26-38o chamado individual; Lc 9, 57- 62: a Fé exige comprometimento; Mt 10, 26-33: coragem para ser discípulo; Mt 8, 18 -22: seguir Jesus significa DOAR-SE.

Cesarina Marques

quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Aprofundamento nos EE Inacianos...



No início deste mês de julho, o CIES N.S. da Estrada acolheu o Pe. Pedro Maione, SJ, que, antes do Retiro de 30 Dias, a começar hoje, dia 04, presenteou-nos com suas reflexões sobre “As Duas Bandeiras” e “Três Classes de Homens”, ressaltando que, no primeiro, o difícil é a coerência e correm o perigo de ficar só na compreensão, sem promover a conversão. A finalidade deste exercício é compreender e assimilar a filosofia do Evangelho e a filosofia do mundo, buscando a coerência com as Bem Aventuranças (Mt 5,1-12), porque é uma opção de vida tornar-se instrumento de Deus. O importante é não fazer propaganda e optar por Ele sem se queixar, pois Jesus não reagiu.

Recordou-nos que a finalidade dos EE inacianos é escolher o estado de vida ou a reforma do estado de vida, através do discernimento, que pressupõe a liberdade interior e requer desfazer-se dos apegos, para optar por aquilo que Nosso Senhor quer ou não quer. Alertou que, muitas vezes, a nossa fé é simplesmente emocional, devocional: amamos Nossa Senhora e os Santos e Santas porque eles nos ajudam. Nós pedimos e eles nos ajudam. Se não queremos uma espiritualidade desencarnada, só devocional, que segue os impulsos e os apegos, precisamos libertar-nos.

E questionou: quem, realmente, quer seguir o Pobre do Calvário? Lembrou, também, que a autoridade deve ser do serviço, sem pompa: Lc 22, 24-27. Mais uma vez, indagou: Eu acredito neste Cristo ou também estaria brigando pelo primeiro lugar? Afirmou, então: enquanto o Mal bate o tambor, o Bem não faz barulho! O Lava-pés significa colocar a vida a serviço!

domingo, 3 de julho de 2011

Deus nos quer contemplativos na ação...

Disse-lhes Jesus: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.” (Lc 10,2)

Não quer Deus outra coisa senão que nos tornemos contemplativos na ação, quando nos diz, por Lucas, para rezarmos, uma vez que grande é a messe.
  • Fato 01: Grande é a messe.
  • Fato 02: Os operários são poucos.
Essa é uma leitura de mundo que o Cristo faz para nos indicar que a realidade não é como gostaríamos, com tudo muito bom (Gn 1,31), mas que a humanidade geme com dores de parto (Rm 8,22).

Ato contínuo: Poucos operários para uma grande messe implica a urgência do trabalho, para que, mesmo sendo poucos, dele possamos dar conta. Seria assim se essa frase fosse analisada a partir de um pensamento linear e meramente racional, cartesiano; ela, imediatamente, ficaria esvaziada de sentido lógico.

Mas, sob a bandeira da Cruz, estamos em outro tempo, estamos em kairós. A urgência do Reino se dá e se revela de outra forma, por exemplo, na singeleza dos lírios do campo que hoje é e amanhã já não é.

Ao invés de se apressar em nos enviar de modo despreparado à missão crua e dura, Jesus nos indica a realidade para melhor cumprirmos a missão: pouca gente, muito trabalho; isso para nos dizer que Ele não nos quer irrefletidamente, ou de qualquer maneira.

Deus não nos quer não orantes. Vide Marta e Maria (Lc 10,38-42): escolher a melhor parte é priorizar o Transcendente, o Divino, o Orante em nós.
Mandar rezar com tanto trabalho a fazer, significa, por fim, que não vamos lutar com nossas próprias forças, mas sim revestidos do Espírito de Javé-Deus.(I Tess 5,8) E se isso não nos der força, nada mais dará.

Enviai, Senhor, operários para a Vossa messe, pois a messe é grande e poucos são os operários.

Salvador, 28 de Junho de 2011.
Ir. Epifânio, S.J.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A SantíssimaTrindade que chama e envia à santidade: Nós e os Santos Juninos


Este foi o tema da Manhã de Espiritualidade, no dia 19 de junho, sob a orientação do jesuíta Ir. Epifânio, que nos convidou a rezar, não sobre, mas com a Trindade, pois este convite nos é feito desde a Encarnação. Apresentou-nos o Ícone de Rublev como texto motivador, referências bíblicas (Jo 14,2; Jo 15, 1-5; Lc 6, 47-49), algumas pistas e alguns questionamentos para a oração pessoal, a saber:

Como eu imagino a Trindade vivendo comigo o dia a dia, no mundo de hoje?
Quando Jesus diz: "Na casa de Meu Pai Há muitas moradas..." Imaginar a morada que me espera. Como será?

Lembrou que, embora Cristo, o Filho, esteja no centro da imagem e também o ramo da videira, não dá para o separar do Pai, porque Jesus veio para fazer a vontade do Pai: construir o Reino de Deus, que começa aqui e agora. É preciso podar os ramos para dar mais fruto...

O que vamos criar? Que frutos vamos dar?

sábado, 4 de junho de 2011

Oficina de Crescimento Pessoal

é uma oportunidade para fazer uma experiência de autoconhecimento que permite reconhecer e trabalhar o processo vulnerado (as feridas);
identificar as qualidades mais autênticas e profundas do manancial;
apropriar-se de ferramentas que possibilitam dar continuidade ao processo de crescimento humano e espiritual, base de qualquer opção de vida.

Este trabalho está fundamentado na metodologia criada pelo Pe. Carlos Rafael Cabarrús, SJ, e apresentada no seu livro “Crescer Bebendo do Próprio Poço”, traduzido para o Português pela Editora Paulinas.

Quando: de 04 a 15 de julho de 2011
Local: Centro de Treinamento de Líderes-CTL – Itaparica
Informações com: lnpedreira@terra.com.br  ou   ciessalvador@yahoo.com.br
Telefax:  (71) 3336-8483

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Parabéns, CIES!


Em clima de recolhimento e oração, o CIES Nossa Senhora da Estrada celebrou 19 anos de funcionamento, na terça-feira, dia 24 de maio, com a Missa presidida por Pe. Miguel Martins, provincial da BNE e concelebrada por Pe. James, atual diretor do CIES.

Os textos da Liturgia deste dia estavam bem adequados e propícios à revisão da caminhada e do compromisso que tem este Centro de Espiritualidade Inaciana. Na homilia, o Pe. Miguel enfatizou bastante o significado da Nossa Senhora da Estrada, ela que nos mostra o CAMINHO, ela que é o Caminho até JESUS.

E ressaltou o sentido do grande presente que recebemos, quando Jesus nos diz: “A paz esteja convosco!” Prosseguiu a meditação, detalhando o que é a paz de Jesus, como se manifesta e como nos interpela e convoca a ser discípulos missionários da e na paz, a paz que encontramos no Coração de Jesus, expressa, também, nas palavras: “Não temas, eu estou contigo.”

terça-feira, 24 de maio de 2011

Espiritualidade e Inclusão Social


Após a abertura do Curso Oficina INCLUSÃO SOCIAL: Autenticidade da Espiritualidade Cristã, com a belíssima apresentação do Coral do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual da Secretaria de Educação, que emocionou e comoveu a todos os presentes, no dia 13 de maio, Pe. Carlos Rafael Cabarrús, SJ iniciou os trabalhos, afirmando que a inclusão dos excluídos dá autenticidade à espiritualidade cristã, porque é uma espiritualidade que está próxima da maneira, do jeito de Jesus. E destacou: Jesus foi tremendamente humano e corporal, não tinha medo de tocar, estava o tempo inteiro buscando incluir, falava com as mulheres, tinha uma vida em itinerância; seu comportamento e sua pregação são uma coisa única: volta-se para o Reino - que começa aqui e termina no seio do Pai - e para o povo mais simples.

Prosseguiu, ressaltando que, para trabalhar com os excluídos é muito importante explorar a Água Viva que está no coração de cada pessoa e, assim, formar a consciência de valores humanos e cristãos. Também é necessário conhecer a raiz dos problemas, através da análise da realidade, onde sejam trabalhados alguns aspectos: o sujeito, a capacidade de honestidade e a capacidade de integração, levando em consideração sete dimensões básicas:
- a primeira é a subjetividade, isto é, trabalhar primeiro o sujeito para depois trabalhar o mundo, porque, se ainda não sarei minhas feridas, automaticamente eu atuo ferindo, a tendência é atuar mal. E questionou: como ser líder sem trabalhar este aspecto?
- a segunda dimensão a considerar é que tudo, neste mundo, é uma estrutura, então, a análise da sociedade é análise de uma estrutura. Tudo tem um mecanismo, é preciso captar este ordenamento específico, o ponto específico que norteia os demais aspectos; portanto, mexer nas instituições políticas e sociais é mexer em estruturas.
- a terceira dimensão é a ideologia; nós acreditamos que as ideologias são dos outros, mas as religiões também têm ideologias; as religiões têm ideologias, mas a Fé, não. A ideologia é como lentes de contato, que dão uma visão diferente, distorcem a realidade. Tenho que saber qual é a minha ideologia e a dos outros também. Mais uma vez, propôs um questionamento: Eu tenho ideologia? O que eu quero? Quero mudar ou manter o status quo? Se você se expõe a situações diferentes, pode derrubar as ideologias. Exemplo: se eu não conheço o que é uma favela, tenho uma ideologia sobre ela, que me é colocada pela mídia. Só estando no lugar, com as pessoas, eu posso compreendê-las. Por trás das ideologias estão os paradigmas, dentre eles podemos citar: o machismo, o patriarcalismo, o racismo, o consumismo, o relativismo.

sábado, 7 de maio de 2011

Maria, Mãe Querida!


Maria,
Mestra e rainha da ternura de Deus
“Como, pois, não te amar,
O’ Mãe terna e querida, ao ver tamanho amor
e tão grande humildade”.

Maria,
Discípula e instrumento
de fé
que nos atrai e conduz ao único e verdadeiro Caminho,
como não te obedecer

Maria, Mulher e esposa,
legastes a lição imorredoura de que
somente nos braços da Mãe encontramos segurança
abrigo, consolo nas adversidades e nos sofrimentos desta vida.
Como não a admirar?

Maria,
Mãe da alegria
,
Com gestos afetuosos e firmes
Desarmas os corações soberbos e pulverizados pelos vícios.
Como não se sentir questionado?

Maria,
Mulher fiel
, porque animada pela fé viva e comprometida.
Como resistir aos encantos e à beleza da tua presença?
Enfim, Mãe, como não te amar?
Nos teus olhos eu me vejo, com teu sorriso eu me encanto
no teu regaço eu me aqueço, Teu exemplo me arrasta
No teu coração eu encontro o “Amém” do Pai.

Pe. Gottardo, sj