O Pe. Johan Konings, SJ, iniciou o Curso declarando que o quarto evangelista é um bom pregador, pois começa contando histórias de Jesus que deixam transparecer alguma coisa, mas não tudo, e, depois, apresenta os sete sinais (capítulos 2 a 12); na segunda parte, é o livro da Glória (manifestação), onde o evangelista deixa Jesus explicar o sentido daquilo que Ele fez. O importante do Evangelho de João é situar a Glória no lugar certo e na hora certa: na cruz, quando Jesus diz “Tudo está consumado” (12, 31-32); no fim dos sinais, quando Jesus fala com o Pai (12, 20-50) é uma dobradiça que une os dois painéis do Evangelho: Sinais e Glória (13-20) e ajuda a compreender a narrativa.
Uma primeira coisa a indagar: por que SINAIS? A palavra milagre não está no Evangelho, porque significa algo para mirar; daí tiramos a lição de que aquilo que é chamado milagre não é só para mirar porque é bonito e impressionante. Os Evangelhos usam o termo dinamus, que significa força, poder. As obras de Jesus são chamadas de obras de poder. Mas, que poder? Significa que pode fazer alguma coisa, não significa opressão. Poder é uma coisa boa, se não houver abuso. A palavra poder é alternada com a palavra autoridade, que pode ser exercida com amor e compaixão. A autoridade deveria ser entendida como autorização, autoridade delegada. Jesus fala com a permissão do Pai. É a combinação do poder de Jesus com a autorização do Pai. Jesus executa o poder do Pai.






